UOL Música

Universo Sertanejo

22/05/2010

Memória esquecida

Sempre foram comuns as músicas falando de saudade, seja do campo, da infância, da mulher, da família, de inúmeros temas.

Não tão recorrentes são as músicas que falam da saudade da "boa música".

Existe uma canção do Milionário e José Rico chamada "Memória esquecida", que apesar de não estar entre as mais conhecidas deles (foi gravada em 2002), tem uma das letras mais diretas e críticas sobre como se desenhou a história da música sertaneja de algumas décadas para cá.

Eu já postei esse vídeo aqui no blog, há dois anos, com o intuito de mostrar a letra, pois ela faz referência a várias outras canções sertanejas famosas.

O que me fez postar novamente é que sempre tem muita gente que aparece aqui criticando alguma coisa nova que ouviu, algum artista que conheceu, e essa música resume bem o que muita gente pensa.

É dessa canção, inclusive, uma das grandes frases sobre música sertaneja: "eu agradeço o progresso que vejo, mas o sertanejo ainda é sertão".

Abaixo, Milionário e José Rico cantando "Memória esquecida".

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Memória esquecida
(José Rico/Campanari)

Ai que vontade
De ouvir de novo
Moda sertaneja

Que hoje não se faz

Parece até que a sensibilidade
Ficou na saudade
Não existe mais

Me dói saber
Que alguns artistas
Que alcançaram sucesso na vida

Usaram tanto o sertão
Como história
E hoje na memória ficou esquecida

Ai que vontade
De ouvir agora o som da viola
Num pagode bom

Lindas guarânias que a gente arrepia
No som na magia do acordeon

Cade o tal cantador de verdade
Com simplicidade, alma e coração
Apaixonado pela natureza
Cantava belezas deste meu sertão

Quanta saudade da terra tombada
Do fogão de lenha
Eo cafezal em flor

E o cantar triste da siriema
Que já foi o tema de canções de amor

Até a linda colcha de retalhos
Serviu de agasalho
Não se lembram mais

A mãe de leite de filho presente
Hoje ninguém sente
A falta que ela faz

Ai que vontade
De ouvir agora o som da viola
Num pagode bom

Lindas guarânias que a gente arrepia
No som na magia do acordeon

Já não se lembra o velho candieiro
Que foi o primeiro
Rei do estradão

Eu agradeço
O progresso que vejo
Mas o sertanejo
Ainda é sertão

Por André Piunti às 01h37

21/05/2010

No show de rock...

Acontece em São Paulo, nesse fim de semana, dois shows do lendário grupo de rock ZZ Top, que está no Brasil pela primeira vez.

Um show foi ontem (20), e outro é hoje (21).

A abertura desses shows está por conta do Hudson ao lado da sua banda Rollemax.

O repertório não é o do CD que o Hudson acabou de lançar, mas sim criado especificamente para um público que ouve rock.

Não tem a ver com o sertanejo, a não ser pela figura dele no palco, então fica aqui o registro como curiosidade.

Para quem quiser ver, abaixo vai um vídeo da apresentação que ele fez ontem, no Via Funchal.

Por André Piunti às 18h05


Rapidinhas...

-Zezé di Camargo e Luciano

Zezé e Luciano estarão ao vivo, nesse domingo, no Fantástico, para apresentar o clipe da música "Tapa na cara".

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-Victor e Leo

A dupla, que acabou de lançar o Blu-Ray de "Ao vivo e em cores", venceu as duas categorias nas quais competia no prêmio"Tela Viva Móvel 2010", realizada na noite de quarta-feira. As categorias eram "Música" e "Grand Prix Popular (júri popular)".

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-Victor e Leo II

A entrevista que os irmãos deram para Marília Gabriela no GNT, e que seria apresentada nesse domingo, foi transferida para o domingo seguinte, dia 30.

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-Carnafacul

Acontece amanhã, em São Paulo, o "Carnafacul", festa que terá trio elétrico com as duplas Jorge e Mateus e Maria Cecília e Rodolfo, além de diversos outros artistas do axé. O evento acontece no Anhembi.

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-Madri

Para promover a sua nova música de trabalho, "Madri", a dupla Fernando e Sorocaba e a rádio Nativa FM vão dar de presente uma viagem para... Madri. Para participar, clique aqui.

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-Daniel

O cantor esteve, no último domingo, no Faustão, lançando o CD/DVD "Raízes". Daniel cantou "Tenho que sonhar", música de trabalho, e uma seleção de músicas animadas escolhidas pelo público.

O vídeo está dividido em duas partes. A primeira pode ser conferida abaixo. A segunda, basta clicar aqui.

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-Luan Santana

O cantor participou, na última terça-feira, do Casseta e Planeta". Luan interpretou o vampiro Draculuan.

Por André Piunti às 12h39

20/05/2010

Entrevista: Eduardo Costa

A ideia de fazer uma grande entrevista com o Eduardo Costa é antiga. Uma das primeiras matérias publicadas aqui no blog, em janeiro de 2008, foi com ele.

Acompanhei, nesse último mês de abril, os shows de Sumaré-SP e Araxá-MG, e segui para Belo Horizonte, onde ele mora. O resumo (um tanto extenso) da conversa pode ser conferido abaixo.

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Eduardo Costa é o único nome do meio sertanejo que conseguiu destaque nos últimos anos carregando uma bagagem imensa dos anos 1990.

Seu estilo é extremamente popular, conquistou grande parte dos fãs do sertanejo romântico de vinte anos atrás, e apoiado nesse público se tornou o primeiro cantor solo a cair nas graças da massa dentro da música sertaneja.

Seu sucesso foi a maior prova do poder da pirataria. Seus primeiros discos foram vendidos no Brasil inteiro em barracas de camelô, enquanto as grandes lojas do ramo  e as televisões não faziam ideia de quem era ele.

Histórias não faltam. Desde morar na casa da família de César Menotti e Fabiano, antes da dupla ser sucesso, até os parentes que organizaram uma viagem para o seu enterro, após acreditarem em um dos tantos boatos que acompanham sua carreira.

A partir de agora, um pouco da história do cantor Edson Vander da Costa, de 30 anos de idade, nascido em Belo Horizonte, criado em Abre Campo-MG, mas conhecido por todos como Eduardo Costa.

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Como foi a história do camelô que te ajudou a fazer sucesso?

Cara, eu gravei umas músicas demo, só voz e violão mesmo, sem produção nenhuma, não tinha intenção que isso rolasse. Mas como você dá pra um, esse amigo repassa pra outro, a coisa acaba rodando. Chegou um dia, um amigo me disse: "Eduardo, diz que o CD que você gravou está vendendo bem em Goiânia, mas com o nome de Zezé di Camargo acústico.

Eu fui até Goiânia, encontrei com esse rapaz (o camelô) e ele me disse que ia por o meu nome no disco, mas se parasse de vender, ia voltar a vender como se fosse do Zezé. Nessa ida, eu acabei conseguindo uns shows, e a coisa começou a andar por lá justamente por causa desse disco.

E como se deu o salto desse disco amador para o primeiro disco oficial, produzido pelo Pinóchio (em 2002)?

Olha só a história. Um cara aqui em Belo Horizonte que me conhecia resolveu me ajudar a gravar meu primeiro CD, investir no CD. E foi com esse dinheiro que eu fui até o Pinóchio e gravei o meu primeiro disco, “Ilusão”, que mudou minha carreira.

Nesse disco tinha "Coração aberto", que mostrou o Eduardo Costa pro Brasil. Eu consegui fazer um nome em Goiás, Mato Grosso e em Minas Gerais antes, com o CD que não era pra ser CD, mas as coisas mudaram quando eu lancei o de 2002 mesmo. Aí em 2003 eu já lancei o “Rasgando a Madrugada" e a coisa foi embora.

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No ano seguinte, Eduardo resolveu apostar em um projeto acústico, chamado "No boteco", que trazia apenas regravações dos anos 1990. O acerto foi tamanho que em 2006, o "No boteco 2" apareceu na revista "Época" como um dos 15 discos mais vendidos do país, quando pertencia a pequena gravadora Caravelas.

O mérito foi das rádios. Até essa época, ele nunca havia aparecido em um programa de TV de nível nacional.

Em novembro desse mesmo ano, ele gravou o primeiro DVD, que mostrou sua imagem, que poucos conheciam, e que estourou com a música "Me apaixonei".

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Na época em que você começou a despontar, a onda do sertanejo "universitário" ainda não tinha surgido, mas pouco tempo depois acabou dominando o mercado. Como foi pra se encaixar no meio de toda aquela mudança?

Na verdade eu sempre fiz o que eu gostava. Tem gente que me chama de "sertanejo universitário" só porque eu faço sucesso hoje. O meu negócio sempre foi falar de amor, seja sofrer por amor ou fazer declaração.  

Mas você é o único que conseguiu se destacar sem fazer o que chamam de "novo" sertanejo, não é?

Sim, mas isso não foi pensado. Eu acabei pegando o público que todo mundo esqueceu.

Meu público é bem diversificado, de todas as classes sociais, de todas as idades. É o público que gosta do que eu gosto. Eu faço música pra dona de casa, pra desempregado, pra pinguço, modelo, milionário, universitário, analfabeto, biscate. É pra todo mundo que gosta mesmo de música. Eu quero é ter esse público pra sempre.

Quem fez do Roberto Carlos o que ele é hoje? Quem elegeu o Lula? Foi o povo. Não tô me importando se me chamam de novo, velho ou ultrapassado. Olha aí minha agenda e vê nas rádios do Brasil quais artistas estão entre os mais pedidos.


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A frase que melhor explica o sucesso dele é "eu peguei o público que todo mundo esqueceu". Quem gostava do sertanejo dos anos 1990 ficou sem artistas novos para seguir, já que o "novo" sertanejo não consegue atingir grande parte desse público. Ele tem diversos tipos de fãs, sim, mas seu trunfo maior é, sem dúvida, ter conquistado quem não se identifica com essa nova cena.

Ele sabe ser popular. Atende toda a fila do camarim, acena para todo mundo, e grava vinhetas para qualquer rádio que pedir, independentemente do tamanho dela. Não à toa, é uma das figuras mais bem quistas entre os radialistas.

Eduardo brinca muito com a imagem do "cachaceiro", do "bebedor de pinga", termos que ele gosta de usar em suas brincadeiras com os fãs, sua faceta mais conhecida.

O que não é do conhecimento de muitos é seu lado sério. Não bebe  antes ou depois de shows e gosta de controlar de perto o trabalho de toda sua equipe. De vício, apenas café. Três garrafas por dia.

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Por muito tempo, você foi apontado como um imitador do Zezé di Camargo. O quanto isso atrapalhou sua carreira e te incomodou?

Pensa que eu já cantava sozinho e tinha um estilo que muita gente chamava de ultrapassado. Ai vem gente pra cima de mim com a história de ser cópia? Pô, é brincadeira, né?. Eu sempre cantei músicas do Zezé, como eu cantei do Leandro e Leonardo, do Chrystian e Ralf, Rick e Renner, Chitãozinho e Xororó. Eu fui adolescente durante essa geração deles, então é claro que eu ia acabar cantando o que eu gostava de ouvir.

Isso diminuiu mesmo quando minhas músicas começaram a ficar conhecidas e o pessoal foi vendo que eu tinha meu estilo, que eu era o Eduardo Costa. Eu sinceramente não reclamo de nada, tanto que tô te falando isso porque você perguntou.

Se eu quisesse imitar o Zezé, teria montado uma dupla. Eu sou o primeiro artista da musica sertaneja a conseguir fazer sucesso cantando sozinho. O Sérgio Reis veio do Rock dos anos 60, Leonardo e Daniel de uma fatalidade, Marcelo Aguiar fez sucesso durante dois anos e depois foi cantar músicas evangélicas. Eu fui influenciado por várias duplas na minha adolescência, mas sinceramente se eu tivesse que imitar alguém, imitaria o Leonardo, sou fã desse cara.

Acho que pra gente ser sucesso, pro cara conseguir seu espaço, ele precisa ter vivido muito, essas dificuldades fazem parte, ter que aguentar certas coisas faz parte. E eu posso te dizer que eu passei por tudo que você possa imaginar. Victor e Leo não tão estourados? Pois é, passaram vinte anos tocando em bar. Sucesso não é de um dia pro outro não, e só se mantem nele quem consegue olhar pra trás e assistir todo aquele filme na memória.

Mas em alguns momentos você parou de cantar, não é?

Parar, não, mas eu virei músico de banda. Precisava me sustentar, era moleque e eu tinha que arrumar um jeito de ganhar dinheiro. Fui músico do Barrerito com 13, 14 anos, depois que ele já tinha saído do Trio Parada Dura. Foi a maior escola pra mim, tive a felicidade de trabalhar com o maior intérprete da história da música sertaneja, que na minha opinião, foi ele. Toquei também com o Gino e Geno, toquei nos forrós que o Mangabinha tem até hoje aqui em Belo Horizonte.

Eu nunca saí da música, sempre soube o que queria pra minha vida. Se não tivesse feito sucesso, taria até hoje tocando em boteco e em bailão. O que muita gente não sabe é que eu morei na casa do César Menotti e Fabiano, na época de vacas magras. Ninguém era sucesso ainda, a gente só ralava tocando nos bares em Belo Horizonte. Considero como meus irmãos.


Existe uma série de boatos sobre você. O mais conhecido é o de que você tem AIDS, e por mais que você desminta, tem gente que continua desconfiando...

Esse já virou lenda, sempre vai ter alguém perguntando. Mas pra esse boato tem explicação. Tem um rapaz que trabalha num laboratório, tem o mesmo nome que eu e deu algumas entrevistas pra jornais (diretor da Fiocruz/Farmanguinhos, Eduardo Costa). Aí, algum maldoso leu "Eduardo Costa" e "AIDS" na mesma notícia, começou a veicular isso por aí e o boato nunca mais parou.

Falaram várias vezes que eu morri também, chegou a dar em rádio. Já teve familiar que organizou viagem pra vir pro meu enterro por acreditar em boato. Essas coisas não tem como controlar, no fim eu acabo achando engraçado.

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Antes da apresentação em Araxá-MG, conversei com Gilmar Dutra, dono da Hipershow, empresa contratante de shows. Foi de Dutra a ideia de levar Eduardo até a cidade, e a explicação foi a seguinte:

"Olha, tem vários fatores pra gente comprar um show, mas o mais importante é o interesse que vem das pessoas, a gente traz o que o povo quer. O Eduardo nunca tinha cantado em um grande evento de Araxá, e faz três anos que é um dos artistas mais pedidos aqui na cidade. O público aqui se identifica muito com ele. Acho que a questão é que ele é do povo, ele é querido pelo povo. Quem não gosta de falar de beber cachaça? Comprei esse show em setembro, agosto do ano passado"

Um show sai por volta de R$ 120 mil.

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Você tem uma condição de vida acima dos padrões e sua agenda não tem mais datas até o fim do ano. A sua carreira é o que você sonhava?

Graças a Deus, hoje a minha carreira é uma carreira consagrada. Todos os discos que gravei foram sucessos. O disco novo, “Tem Tudo a Ver”, é um dos discos mais vendidos da musica brasileira, e a canção "Amores Imortais" é primeiro lugar no Brasil (segundo a Crowley, foi a música brasileira mais tocada nas últimas quatro semanas). Devo todo este sucesso aos radialistas e ao povo que abraçou a minha carreira e me colocou no lugar onde estou. Mas eu não paro por aqui, se Deus quiser vocês vão ouvir falar de mim por mais uns 130 anos.

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Eduardo, que recentemente rescindiu o contrato com a Universal Music (e em breve já deve anunciar nova parceria), planeja um DVD para os próximos meses. Afeito a projetos ""extras, como foi o caso do "No boteco", mais trabalhos nesse estilos devem surgir em breve.

Fotos: 1- Belo Horizonte, 2- Camarim em Araxá, 3- Camarim em Araxá, 4- Cantando em Araxá

Por André Piunti às 14h21


Programa Universo Sertanejo #19

Fala, pessoal.

Ontem, no final da tarde, entrou no ar a décima nona edição do programa Universo Sertanejo, na Rádio UOL.

Essa edição também foi especial, feita somente com músicas sertanejas de duplo sentido.

Na seleção musical, como não poderia faltar, Gino e Geno, Teodoro e Sampaio, João Carreiro e Capataz, Rick e Renner, Leonardo, além da nova música de trabalho do Michel Teló, "Fugidinha", e muito mais.

Quem quiser ouvir ou conferir a lista das músicas, basta clicar na imagem abaixo.

Por André Piunti às 04h01

19/05/2010

Indicando

Se você entrar nos canais oficiais do YouTube criado para as duplas sertanejas, vai ver números como 94 milhões de visualizações (Victor e Leo), 24 milhões (Luan Santana) ou 8 milhões (João Bosco e Vinícius).

Faz parte do marketing dizer, como sinônimo de sucesso, que fulano tem mais "x" visualizações no YouTube.

A maioria dos artistas mais antigos não possuem canais próprios, mesmo porque não produzem vídeos a todo o momento, como é comum hoje, tampouco contam com investimento em propaganda.

No entanto, concentram um público que muita gente nem imagina.

Existem canais que fazem um papel mais do que importante, digitalizando antigas fitas VHS e colocando tudo no YouTube.

O resultado é que há vídeos do Trio Parada Dura com 200 mil visualizações, de Milionário e José Rico com mais de meio milhão, e de Tião Carreiro e Pardinho marcando quase 800 mil.

Dois canais que eu acompanho há muito tempo e indico, são o "Só Modão" (youtube.com/cesardesouza) e o "Daniel Viola" (youtube.com/danielviola).

O primeiro, tem mais vídeos de dez, vinte, trinta anos atrás.

O segundo, tem um acervo imenso de raridades, principalmente sobre Tião Carreiro. Juntos, os dois canais somam 15 milhões de visualizações.

Lembrando que nenhum dos artistas presentes nesses vídeos está sempre na mídia ou tocando nas rádios mais populares.

Quem tiver sugestões de bons canais sobre música sertaneja no YouTube, ou de vídeos raros, pode usar o comentário para indicar.

Por André Piunti às 16h00


João Bosco e Vinícius, Victor e Leo e o iPhone

A dupla João Bosco e Vinícius lançou, ontem, seu aplicativo para iPhone.

Trata-se de um programa que traz informações sobre a dupla, como biografia, agenda atualizada, fotos, vídeos e algumas músicas para ouvir gratuitamente.

Apesar de ser restrito apenas aos que possuem o iPhone (e o iPod Touch), o produto coloca os sertanejos em mais um mercado, ampliando mais ainda o campo da música sertaneja (créditos à gravadora Sony Music, também).

O aplicativo é nos mesmos moldes do lançado por Victor e Leo no ano passado.

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Premiação

Hoje a noite, em São Paulo, acontece a premiação "Tela Viva Móvel 2010", que escolhe os melhores projetos destinados a mídias móveis.

A dupla Victor e Leo, que lançou em 2009 seu aplicativo para iPhone, como comentado acima, concorre ao prêmio, como produto da Sony Music.

Segundo os dados divulgados, o aplicativo da dupla teve 15 mil downloads. Foram 181 mil execuções de músicas e 3 mil visualizações de vídeos através do programa.

Por André Piunti às 11h41


Um pouco fora dos padrões

Conversando recentemente com uma pessoa ligada a uma grande rádio sertaneja, ouvi a seguinte frase: "acho que está na hora de dar espaço a quem está fazendo diferente, como esses meninos aí".

Os meninos eram João Carreiro e Capataz, e o "diferente" dizia respeito ao jeito despojado dos cantores e das composições, que começa a ser seguido por uma considerável quantidade de duplas.

É justamente sobre uma dessas que falo nessa postagem, que talvez não seja conhecida pela maioria: Pedro Henrique e Fernando, de Cuiabá.

Eles são do mesmo escritório do João Carreiro e Capataz, tem várias músicas parecidas e já gravaram ao lado dos "Brutos do sertanejo".

As letras não são "bonitinhas", não fazem declarações de amor, e a postura de palco da dupla passa longe de ser o que se chama de "correta".

Pode ser que seja apenas uma jogada simples de marketing, mas o comportamento pouco comercial parece interessante na medida em que começa a chamar a atenção dentro do mercado.

Entre dancinhas de gosto duvidoso e nenhuma pose de artista "moderno", eles misturam músicas próprias com imitações de Milionário e José Rico, com direito a produção visual e tudo mais, em uma apresentaação que pode ser chamada de performática (do jeitão deles, obviamente). 

Trazem nas letras frases como "Vem dividir o aluguel comigo", "Meu relógio é rolex, meu AP é duplex, meu Porsche é vermelho", ou "Você no caviar a luz de velas e eu no pão e mortadela".

O destaque que João Carreiro e Capataz vêm conseguindo é uma boa indicação de que nem tudo precisa seguir pelo mesmo caminho, e que há público grande para todo o tipo de música.

Um pouco de bom humor sempre foi bem aceito dentro da música sertaneja. Nesse caso, fica a cargo de cada um decidir se ele é de bom gosto ou não.

No tocador abaixo, Pedro Henrique e Fernando cantam "Tô mais bonito" ao lado de João Carreiro e Capataz, música que tem sido trabalhada nas festas de peão.

Logo depois, o vídeo da dupla fazendo a brincadeira com Milionário e José Rico, misturando "Vontade dividida" e "Ela não está aqui", do KLB.

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Por André Piunti às 10h01

18/05/2010

Rapidinhas...

-Luan Santana

Luan participa, hoje, do Casseta e Planeta. O cantor interpretará um vampiro chamado "Draculuan", que fará parte do quadro "Luan Nova Santana", paródia do filme "Lua Nova".

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-Guilherme e Santiago

Como foi noticiado por vários veículos de comunicação, na madrugada de sábado para domingo, o palco no qual a dupla Guilherme e Santiago cantava, em Varginha, caiu parcialmente. Sobre a parte que caiu, havia um camarote montado, e vinte pessoas ficaram feridas, nenhuma em estado grave.

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-Eduardo Costa

O cantor Eduardo Costa estreou, na última semana, seu novo site. A tecnologia usada é semalhante a usada no anterior, mas o novo é bem mais completo (clique aqui para acessar.)

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-Fernando e Sorocaba

Após um longo período de negociações, a dupla agora faz parte da gravadora Som Livre.

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-Victor e Leo

O novo comercial do remédio Atroveran é uma paródia com a música "Amigo apaixonado", de Victor e Leo.

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-Rodeio de Americana

Daqui duas semanas, tem início o Rodeio de Americana, um dos maiores do país. A programação pode ser conferida aqui.

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-César Menotti e Fabiano

A dupla participou, ontem, do programa RockGol, da MTV. Na foto abaixo, publicada no Twitter do apresentador Paulo Bonfá, estão César Menotti, Marco Bianchi, Fabiano, Marcos e Paulo Bonfá.

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-Chitãozinho e Xororó

A dupla foi homenageada no Jockey Clube de São Paulo, no último domingo, durante o "Grande Prêmio São Paulo Rede Globo 2010". Os irmãos receberam uma placa em homenagem aos quarenta anos de carreira, que eles completam esse ano

Por André Piunti às 04h19


Encontros

Os grandes momentos de programas sertanejos sempre foram os encontros de artistas de diferentes gerações, principalmente pela reação das pessoas diante do encontro.

O Terra Nativa utilizou-se bastante dessa prática, e algumas coisas bem legais ficaram registradas e hoje estão no YouTube.

As duplas Victor e Leo e César Menotti e Fabiano passaram por momentos semelhantes no programa.

Ambas foram pegas de surpresa com a presença dos Parada Dura (Creone, Parrerito e Carlos Rezende).

O Leo para de cantar para assistir, e o César Menotti chega a chorar (a partir do segundo minuto).

 

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Por André Piunti às 04h17

17/05/2010

Em Londrina

E os sertanejos estão cada vez mais decididos a promover grandes eventos por conta própria.

Nesse último sábado, em Londrina-PR, um público de 25 mil pessoas esteve presente para assistir aos shows das duplas Fernando e Sorocaba e Henrique e Diego, no estacionamento do Parque Ney Braga.

Às 23:30, a dupla Henrique e Diego deu início ao evento em cima do trio elétrico. Logo em seguida, Fernando e Sorocaba se apresentaram no palco.

No final, as duas duplas cantaram "Vacilei", canção que gravaram juntas no começo do ano.

Como é de conhecimento da maioria, Henrique e Diego é a nova aposta do Sorocaba, que além de investir na carreira da dupla, também atua como produtor.

Os vídeos do show serão lançados com exclusividade na TV UOL.

Para ver fotos do evento, clique aqui.

Para ver a foto acima em tamanho maior, basta clicar sobre ela.

Por André Piunti às 17h24


Barretos 2010

A programação ainda não foi divulgada, mas a organização do rodeio de Barretos desse ano já começou a anunciar novidades.

Nessa sexta-feira, o cantor Luan Santana, que ano passado se apresentou na festa em um palco secundário, foi anunciado como "Embaixador do Rodeio de Barretos e do Parque do Peão".

Uma festa tão tradicional ter escolhido o Luan como embaixador, mostra que apesar do imenso sucesso com fãs de outros estilos e com adolescentes, ele continua muito bem cotado (e quisto) entre o público de rodeio que gosta de sertanejo.

A festa desse ano vem com a expectativa de público de 800 mil pessoas. Ano passado, o surto da gripe H1N1 e o tempo ruim durante a primeira semana fez com que muita gente deixasse de comparecer.

A partir do dia 1º de junho, as campanhas sobre a festa desse ano começam a ser veiculadas.

Por André Piunti às 01h40


Dois vídeos

Duas informações:

Rionegro e Solimões entraram no Twitter para preparar o lançamento do novo trabalho e do novo site, ambos sendo produzidos ainda.

Sobre o Twitter, a dupla publicou um vídeo, que pode ser visto abaixo.

A conta deles é @rnegroesolimoes.

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Na abertura do site do Victor e Leo, há um vídeo de divulgação do novo disco.

De diferente, o fato de que o vídeo pode ser baixado.

Não é muito comum download de vídeos, principalmente por causa do YouTube, mas para quem é fã, é um material a mais para colecionar.

Vale o registro.

Por André Piunti às 00h55


Para download

Foi lançado, no começo desse ano, o livro "A origem da música sertaneja de Mato Grosso do Sul".

Escrito pelo jornalista e músico Rodrigo Texeira, o livro traz textos sobre ritmos e nomes como Dino Rocha, Délio e Delinha e Cruzeiro, Tostão e Centavo, além de toda a história da música sertaneja dentro do estado do Mato Grosso do Sul.

Por ter sido patrocinado pelo Fundo de Investimentos Culturais do Governo do estado, o autor decidiu disponibilizar o livro para download (clique aqui).

É um documento realmente muito bacana como cultura geral, e muito útil para quem é fã de música sertaneja e gosta de ler sobre suas origens.

Por André Piunti às 00h50

16/05/2010

Ah, Domingo...[35]

Nessa semana, publiquei aqui duas músicas do Barrerito que tratavam dos sentimentos dele após o acidente de avião, em 1982, que o deixou em uma cadeira de rodas.

Procurando mais sobre ele nos dias seguintes, vi no YouTube um vídeo de "Maldito Avião" sendo cantada ao vivo, em um programa de televisão.

Então, abaixo, Barrerito cantando "Maldito Avião".

Por André Piunti às 11h12

Sobre o autor

André Piunti, 25 anos, é formado em jornalismo pela Facamp (Faculdades de Campinas). Natural de Campinas-São Paulo, criou o blog Universo Sertanejo no ano de 2007. Apresenta, desde janeiro de 2010, o programa Universo Sertanejo, líder de audiência na Rádio UOL. Além do blog e do programa, é responsável pelas coberturas especiais sobre música sertaneja no UOL. Apresenta, aos domingos, o Cowboy Nativa, para toda a rede Nativa FM. É autor do livro "Música sertaneja - Uma paixão brasileira".

Sobre o blog

O Universo Sertanejo teve início em 2007, como trabalho e conclusão de curso. A ideia de um portal, como previa o projeto, passou por mudanças e deu espaço a um blog, que se tornou referência em um pequeno espaço de tempo. Maior canal de notícias sobre música sertaneja, o Universo Sertanejo mantém suas atualizações diárias desde março de 2008. Veículo reconhecido no meio, juntou-se ao UOL em janeiro de 2010. contato@universosertanejo. com.br

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